Ganesh

ganesa

Muito adorado e venerado, Ganesh ou Ganesha é um dos mais conhecidos deuses do Hinduísmo

Primogénito de Shiva e Parvati, Ganesh é o mestre do intelecto (Ga) e da sabedoria (Na). 
O seu aniversário é celebrado a 11 de Setembro.


Existem inúmeras lendas e mesmo distintas versões sobre o seu nascimento. E existem também muitos nomes com os quais Ganesh é identificado, tal a abrangência do seu simbolismo.

Com quatro braços e cabeça de elefante com uma única presa, as suas cores são o amarelo e/ou  o vermelho e podemos encontrá-lo sentado ou montado num rato, representação esta que o mostra como o “destruidor de obstáculos”, senhor das soluções lógicas. 

Sendo o destruidor de obstáculos, é conhecido como o deus da sorte, da fortuna, proporcionado de prosperidade material e espiritual. As suas consortes são Siddhi (sucesso) e Riddhi (prosperidade), razão por que se diz que onde está Ganesh há sucesso e prosperidade. 

Ganesh simboliza igualmente a habilidade de discernimento que permite distinguir verdade e ilusão, bem como o equilíbrio entre força, bondade, poder e beleza.



Ganesh tem também grande importância no Yoga, do qual é não somente criador, mas também símbolo poderoso que lembra como administrar as nossas vidas com o objectivo de viver de forma mais harmoniosa e consciente. 

A paixão de Ganesh é a meditação e o Yoga. Quando pratica nada o perturba.
Adorá-lo é provocar a transformação interna, o que é conseguido como resultado de práticas de Yoga. 
Ele é o deus da renovação, que destrói para transformar em algo novo. É senhor da harmonia e paz.


O som primordial Om será Ganesh ele próprio. A forma do seu corpo é uma alusão ao traçado  da letra e por esse motivo ele é encarado como a encarnação do Cosmos.
Ganesh reside no primeiro Chakra, a principal origem da energia de Shatki que reside em cada um de nós.


Praticando Yoga e venerando Ganesh poderemos, portanto, alcançar o nosso propósito espiritual sem descurar o material. Quer tentar? Deixo então o mantra deste deus, o mantra da energia da transformação que lhe permitirá remover os obstáculos da sua vida:

Om Gam Ganapataye Namaha



Santo Expedito, o santo das causas urgentes

Precisa de resolver um problema para ontem?
Parece-lhe estar há demasiado tempo sem solução?
Conheça o Santo que o pode ajudar nas aflições mais imediatas.


Quem foi Santo Expedito

Santo Expedito foi martirizado na Arménia.
Era militar, mas um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida.

Foi então que lhe apareceu o espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou: "cras...! cras...! cras...! Palavra latina que significa: amanhã...! amanhã....! amanhã....!", isto é, deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!
Mas Santo Expedito, pisando o corvo, esmagou-o gritando: HODIE! Que quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já.

É por isto que o Santo é invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo.
Santo Expedito não adia o seu auxílio para amanhã. Ele atende hoje mesmo, ou na hora em que precisamos de sua ajuda. Mas ele espera que também nós não deixemos para amanhã nossa conversão. É o Santo da penúltima hora, aquele cuja resposta é imediata, mas que exige o que lhe é prometido seja cumprido de imediato, sem demora.


Oração a Santo Expedito

Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, intercedei por mim junto a Nosso Senhor Jesus Cristo. Socorrei-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito.
Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, protegei-me. Ajudai-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atendei o meu pedido  (fazer o pedido).
Meu Santo Expedito! Ajudai-me a superar estas horas difíceis, protegei-me de todos os que me possam prejudicar, protegei a minha família, atendei ao meu pedido com urgência.
Devolvei-me a paz e a tranquilidade, meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto da minha vida e levarei o vosso nome a todos que têm fé.

Muito obrigado.



santo espedito
Ladainha de Santo Expedito

(Para quem tem urgência com algum problema. Reza-se durante 9 dias).

Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, tende piedade de nós;
Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, escutai-nos;
Jesus Cristo, atendei-nos;
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós;
Deus Filho, redentor do mundo, tende piedade de nós;
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós;
Santa Maria, rainha dos mártires, rogai por nós;
Santo Expedito, invencível atleta da fé, rogai por nós;
Santo Expedito, fiel até a morte, rogai por nós;
Santo Expedito, que tudo perdeste para ganhar Jesus Cristo, rogai por nós;
Santo Expedito, que sofreste os golpes da chibata, rogai por nós;
Santo Expedito, que pereceste gloriosamente pela espada, rogai por nós;
Santo Expedito, que recebeste do Senhor a coroa de justiça que Ele prometeu aos que O amam, rogai por nós.
Santo Expedito, patrono da juventude, rogai por nós.
Santo Expedito, auxilio dos estudantes, rogai por nós.
Santo Expedito, modelo dos soldados, rogai por nós.
Santo Expedito, protetor dos viajantes, rogai por nós.
Santo Expedito, advogado dos pecadores, rogai por nós.
Santo Expedito, saúde dos doentes, rogai por nós.
Santo Expedito, mediador dos pleitos, rogai por nós.
Santo Expedito, nosso socorro nas questões urgentes, rogai por nós.
Santo Expedito, que nos ensinais que jamais é necessário remeter para o dia seguinte, para pedir com ardor e confiança, rogai por nós.
Santo Expedito, sustentáculo fidelíssimo dos que esperam em vós, rogai por nós.
Santo Expedito, cuja proteção à hora da morte é uma garantia salvação, rogai por nós.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nos, Senhor.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Santo Expedito, rogai por nós, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amem!


Fadas

O que são fadas?
De onde vêm?
Será que realmente existem?

O imaginário do mundo ocidental conhece as fadas desde a antiguidade e os seus contos são inúmeros. 
Hoje falamos em “contos de fadas” referindo-nos a assuntos místicos em geral, no entanto estes seres míticos têm aparecido em muitas histórias ao longo do tempo, como na lenda do Rei Artur ou no “Sonho de uma Noite de Verão” de Shakespeare.  
Elas habitam o mundo do fantástico com destaque pelo facto de terem a possibilidade de ajudar o ser humano a concretizar os seus sonhos ou demais demandas impossíveis. Veja-se o caso da Sininho e Peter Pan.

Mas afinal, como apareceram as fadas?

fadasDesconhecedores da ciência, os povos primitivos criaram crenças animistas em relação a praticamente todos os fenómenos da natureza. A personificação do desconhecido era feita por meio de seres fantásticos com algumas semelhanças aos humanos, mas com características sobrenaturais que os tornavam superiores, uma vez que capazes de coisas que o Homem nem conseguia conceber. Daí que os primeiros seres míticos tenham passado a ser adorados como deuses, sendo o mais claro exemplo disso o sol, cujo culto está documentado na arte pré-histórica.
Com o evoluir do tempo o Homem acabou por diminuir esses seres da importância de deuses, deixando de os adorar como tal, mas sempre mantendo um respeito especial com o intuito particular de deles obter determinados favores. É o caso das fadas.

E como são as fadas?

 A definição do termo é ambígua. Existe, no entanto, um consenso sobre determinadas caraterísticas:
  • podem ficar invisíveis ou só se mostram a quem querem
  • podem voar
  • habitam em bosques e florestas
  • podem afectar a vida do ser humano através de poderes mágicos
Muitas vezes são confundidas com elfos ou mesmo gnomos, mas as fadas têm uma identidade própria, distinta
desses seres.

Em português o termo fada encontra a sua origem no latim, fatum, que significa fado, ou destino. Isto demonstra a sua suposta capacidade de intervir na vida humana, ou seja, podendo alterar o destino de quem conte com a sua ajuda.
Ao contrário da crença comum sobretudo criada pelos media, as fadas assumem muitas formas (de pequenas ou de grandes dimensões, belas ou feias, etc). 
Alguns atribuíram-lhes um papel mais importante, tendo sido comparadas a anjos por ocultistas, enquanto que outros as colocavam do lado do mal, acusando-as do roubo de recém-nascidos ou outras práticas maliciosas. Outros ainda consideram-nas como anjos caídos que nem são bons para se manter do lado do bem como nem são maus para passar para o lado do mal, mas apenas seres com os quais se poderia contar para "trocar favores".


fairesBoas ou más a crença nas fadas persiste ainda hoje entre muitos, havendo quem acredite na sua existência e poderes mantendo vivo o culto ou pelo menos os costumes, como o de “trocar presentes” com elas. Afinal, quem de nós não conhece a fada dos dentes? Esta é uma de entre muitas… 

E você, acredita em fadas?


Hitodama

Termo japonês que significa alma humana, este é um mito antigo que se refere ao abandono do corpo pela alma no momento da morte. Pertence à classe dos Youkai, criaturas sobrenaturais do folclore japonês.
A Hitodama faz, portanto, parte da cultura Oriental, e consiste na crença de que, ao invés de um fantasma personificado (portanto, com uma aparência quase humana), no momento da morte a alma toma forma de uma chama (avermelhada ou alaranjada) ou de uma esfera de luz (azulada ou esverdeada) com uma espécie de cauda longa.

É comum ouvir dizer que se vêem hitodama em noites amenas de Verão em cemitérios, em bosques - onde se diz que vivem - ou junto de pessoas que estejam já à beira da morte. Flutuam lentamente não muito longe do chão e a sua maior parte desvanece ou cai ao chão ao ser visto. É mais comum serem vistas à noite, embora também haja relatos de algumas visualizações à luz do dia.

As hitodama são inofensivas, ao contrário da maior parte dos youkai. Geralmente são retratadas como almas de seres humanos infelizes que não encontram a paz após a morte. No entanto algumas podem tornar-se agressivas, em particular as que são assassinadas.
Diz-se também que as hitodama são responsáveis por fazer aqueles que viajam na estrada à noite se perderem.

O mais provável é que este mito tenha por origem os gases que muitos dizem ter visto ao passar perto de um cemitério à noite e que têm que ver com a decomposição dos corpos.

hitotama

Budismo #2


Sei que apesar das várias explicações que se podem encontrar sobre o que é o Budismo, muitos continuam sem compreender a essência do mesmo.
Por esse motivo hoje apresento um conto budista que julgo ilustrá-lo bem:

Buda e a Flor de Lotus

Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas.
- Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - disse Buda.

O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores.

O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas.

O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.

Chegou a vez de Mahakashyao. 
Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas.

- É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela.
- Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda.
budismo

Guias no Google+ #3 - ou qual é o nosso propósito

Sabe por que veio a este mundo?

Este post chegou a mim através da partilha da +ROSE SILVA, a quem devo agradecer. Por algum motivo hoje estava a ser um daqueles dias em que precisava mesmo de ler algo semelhante. Portanto, não posso também eu deixar de o partilhar de todas as formas que me forem possíveis.
Aqui vai:



ROSE SILVA

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VALE À PENA LER !!!
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Conta uma lenda que, certo dia, caminhava Deus, sossegadamente, pelo Universo.

Contemplava a Sua criação, verificando se tudo estava correndo bem.

Em certo ponto de Sua caminhada, deparou com uma estrela, num choro convulsivo.

Aproximou-se e com Seu carinho de Pai, perguntou: Por que você chora, minha filha?

A estrela, em pranto, mal conseguia falar:

Sabe, meu Pai, estou triste. Não consigo achar uma razão para a minha existência. O sol, com todo o seu brilho, fornece calor, luz e energia. Serve especialmente ao planeta azul e as pessoas ali o esperam todos os dias, alegrando-se com o seu surgimento.

As estrelas cadentes alimentam os sonhos dos românticos que as contemplam, maravilhados.

Os cometas geram dúvidas e mistérios, movimentando cientistas de todo lugar para os estudar e analisar. Todos são importantes. Todos, menos eu. Eu fico aqui parada, sem utilidade nenhuma.

Deus ouviu tudo atentamente. Com paciência, decidiu explicar para a estrela os porquês de sua existência.

Porém, nesse instante, uma voz interrompeu o diálogo. Era uma voz que vinha de longe, uma voz infantil.

Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região.

A criança dizia: Veja, mamãe! O dia já vai nascer!

A mãe ficou um tanto confusa. Como podia uma criança que mal sabia as horas, saber que o sol logo nasceria, se tudo ainda estava escuro?

Como você sabe disso, meu filho?

E a criança alegre respondeu: Veja aquela estrela, mamãe! Papai me disse que ela anuncia o novo dia.

Ela sempre aparece um pouco antes do sol, e aponta o lugar de onde o sol vai sair.

Ouvindo aquilo, a estrela se pôs a chorar. Mas de emoção.

Não era mais preciso que Deus lhe explicasse o motivo da sua existência. Como tudo o que Ele criou, ela também tinha uma razão de ser.

Era a estrela que anunciava o novo dia. E com o novo dia, se renovam sempre as esperanças, os sonhos.

Ela servia para orientar os homens, indicando-lhes o caminho a percorrer.

Quando a vissem, eles poderiam ter certeza que logo mais o sol surgiria, abrilhantando tudo, espancando a escuridão da noite, secando as estradas da chuva torrencial das horas anteriores, aquecendo as manhãs frias.

A estrela, sentindo-se imensamente útil, encheu-se de felicidade e brilhou com mais intensidade.

Descobrira, enfim, como ela era importante e indispensável ao ciclo da vida.

* * *

Todos temos uma razão para existir, mesmo que ainda não a tenhamos descoberto.

Alguns nascem para ser estrela de outras vidas, orientando-as na caminhada.

Outros nascem para iluminar estradas, conduzir mentes, acalentar corações.

Muitos nascem para ser o suporte de outros, em sua trajetória de glórias e sucessos.

Se você ainda não descobriu porque está na Terra, eleja a si próprio estrela de luz e comece a semear amor e espalhar alegrias ao seu redor.

Assim, você iluminará a sua própria vida, iluminando todos que estão à sua volta.
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A Lenda da Costureirinha

De entre as mais conhecidas lendas de Portugal, a da Costureirinha aparentemente teve origem no Baixo Alentejo, ainda que seja comummente relatada noutras partes. Eu mesma a ouvi em criança em terras do Ribatejo, apropriada como se daí se tratasse. Mas é, sem dúvida, pelo Alentejo que se encontram mais registos, ainda que tardios e, como tal, não comprovando nada. Em todo o caso, segue a lenda…
Várias versões existem para a história da vida da pessoa. Costureira, obviamente, afirmam alguns que habitualmente trabalhava ao Domingo, portanto, sem respeitar o dia sagrado. Para outros a origem desta história prende-se com o facto de a pessoa ter deixado por cumprir uma promessa feita por ter adoecido gravemente. Teria prometido doar a sua máquina de costura caso melhorasse, mas ao melhorar logo esqueceu a promessa. Uma terceira hipótese seria uma promessa de costurar um manto para Nossa Senhora, o que nunca terá chegado a fazer. Em qualquer dos casos a Costureirinha teria sido “condenada” a errar pelo mundo dos vivos durante um certo tempo por não cumprir os seus deveres religiosos.
Outras versões falam de um vestido de noiva. Ou que uma mãe costureira fez para a filha que faleceu antes de se casar e por isso a mãe continuou a costurar movida pelo desgosto; ou da própria rapariga que costurava o vestido para si mesma e que faleceu antes de casar e por isso continuou a trabalhar no seu vestido pós-morte.  Ainda numa outra versão fala-se de um marido alcoólico que a obrigava a trabalhar dias a fio para sustentar a família, não parando sequer depois de morta.
Uma versão de que a Costureirinha teria deixado por cumprir uma promessa a S. Francisco chegou a ser publicada em 1914 no Diário de Notícias.
Em comum às várias versões é que da Costureirinha nunca se terá visto aparição, mas apenas ouvido. Ouve-se uma máquina de costura, antigas, de pedal. Ouve-se o pedal e a tesoura. E esse som poderia ser ouvido em qualquer parte, mas principalmente na época de Verão ao final do dia. Um som supostamente tão nítido que alguns afirmavam ouvir mesmo a linha a partir.

O relato mais completo da lenda será o seguinte:

“Viveu à muitos anos em Cuba, Baixo Alentejo, uma mocinha, chamada Mariana. Por ser muito habilidosa e porque ganhava a vida a costurar de casa em casa para quem necessitava, toda a gente a conhecia e tratava por Costureirinha. Ela fazia vestidos bordados, lençóis, etc., tudo à mão.
            Levava uma vida sem muitas ambições, mas tinha um sonho; - ter uma máquina de costura. Trabalhava muito. Acabava os trabalhos nas casas das pessoas e depois, quando vinha para casa, continuava a trabalhar pela noite fora para ganhar dinheiro para comprar o seu sonho; - a máquina de costura.
            Trabalhou durante anos a fio, guardando numa caixinha algum dinheirito. Até que um dia, abriu a caixinha onde guardava as suas poupanças, contou e recontou o dinheiro e viu que era o que necessitava: três reis.

            No dia seguinte, logo de manhãzinha, foi a caminho de Beja, muito feliz, para comprar a máquina.
            Ela agora parecia outra, fazia obra num abrir e fechar de olhos, era como se tivesse mais pessoas a trabalharem para ela.
            Passado algum tempo, houve um surto de tuberculose e a Costureirinha, também foi atacada pela doença. Ficou muito fraca e já estava desenganada dos médicos - restava-lhe esperar que a morte a viesse buscar.
            Muito triste, chorou muito. Voltou-se para a Virgem Nossa Senhora D'Aires e implorou-lhe que a curasse, que ela em troca lhe daria a máquina de costura (que era aquilo que ela de mais valioso possuía).
            E assim foi, a Costureirinha curou-se e voltou a trabalhar. Mas a máquina fazia-lhe tanta falta, que ela resolveu pedir à Virgem mil perdões, mas que só lhe daria a máquina quando estivesse para morrer, pois era a sua única forma de ganhar o sustento.
            A virgem acedeu e a Costureirinha lá continuou a fazer os seus belíssimos trabalhos.

            Já muito velhinha, sentindo que já não lhe restava muito tempo e como não tinha família e já não trabalhava, pediu a um estafeta que levasse a máquina de costura à Virgem Nossa Senhora D'Aires, porque já não se sentia capaz de fazer essa viagem.
            O estafeta acedeu, mas quando ia na viagem pensou em vender a máquina; e se o pensou, melhor o fez.
            Quando voltou de viagem disse à Costureirinha que tinha entregado a máquina na Igreja da Senhora D'Aires, como lhe tinha prometido.
            Passado algum tempo a Costureirinha finou-se. Quando se encontrou com a Virgem, esta perguntou-lhe pela máquina de costura. A Costureirinha contou-lhe a história toda e a Virgem perdoou-lhe a falta. Mas a Costureirinha é que  não se esqueceu da promessa por cumprir e então de tempos a tempos vem à procura do estafeta.
            Contudo, não o consegue encontrar. Então dá um sinal que é o barulho de uma máquina de costura a trabalhar, para que o estafeta ao ouvi-lo se lembre da falta que cometeu.
            E ainda hoje, à noitinha, o tic-tic-tic da máquina de costura se consegue ouvir de casa em casa.”

Fonte:  


costureirinha